Com apoio do Estado, bióloga desenvolve kit de diagnóstico rápido de câncer de mama
- 08/03/2024
- 0 Comentário(s)
O projeto está em fase de validação analítica, com estabelecimento de parcerias para conseguir amostras sanguíneas de pessoas com câncer de mama e fazer testes de eficácia do produto. A próxima etapa é a de validação clínica.
Depois disso o modelo ainda precisa passar por aprovação na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e aprovação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para que possa ser inserido no SUS.
O projeto surgiu quando Maria Luiza, em conjunto com seu orientador, Leonardo Foti, investigavam porque, com tantas pesquisas e terapias avançadas em relação ao câncer de mama, muitas mulheres ainda morrem em decorrência da doença. “Nós iniciamos as pesquisas e descobrimos que o real problema estava no diagnóstico, que hoje é realizado através da mamografia, um exame que não entrega a sensibilidade e especificidade esperada e, muitas vezes, esse câncer é detectado muito a frente do que ele pode ser tratado”, explica.

A partir disso, os dois começaram os trabalhos para criar um dispositivo que conseguisse detectar a doença de maneira precoce, por meio de uma amostra de sangue. O desenvolvimento do produto começou em 2019, mas a startup só foi criada em dezembro de 2022.
Para financiar e ajudar no desenvolvimento do produto, a Hyla Biotech se inscreveu no programa Paraná Anjo Inovador, lançado no ano passado pela Secretaria estadual da Inovação, Modernização e Transformação Digital (SEI). A startup foi uma das 71 empresas contempladas na primeira fase do programa, com um aporte financeiro de até R$ 250 mil.
Segundo Maria, o Paraná Anjo inovador vai ajudar a empresa a manter a equipe e comprar os insumos necessários para as próximas etapas. “Para mim, desenvolver esse kit de diagnóstico é um objetivo tanto pessoal quanto profissional. Quem trabalha na área da saúde sempre tem em mente criar algo que toda a população brasileira possa utilizar. Os recursos vão ser usados para realização de testes e futuramente para conseguirmos lançar apresentar o produto ao mercado”, afirmou.
Fonte: AEN - Foto: Divulgação/SES-PR
























