“Estou muito feliz por ter saido desta vivo!”, desabafa Mafrense atacado por Pit Bull
- 06/03/2024
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Imagem dia do ataque: arquivo pessoal/corte JI/reprodução
O que vamos relatar a seguir, não é apenas mais um caso que por sorte não acabou em tragédia. É mais um fato real, cada vez mais corriqueiro, que serve de alerta para a população em geral.

O dia 28 de fevereiro de 2024, penúltimo dia do mês, vai ficar na memória do Senhor Pedro M. Ruthes, conhecido como Pedrinho, e que talvez deva ser comemorado também como a sua segunda data de nascimento.
Pedrino lembra que era aproximadamente 09:00 horas da manhã, daquela quinta-feira 28/02, quando saiu de sua casa e se dirigiu até uma oficina de prestação de serviços em uma das localidades da Vila Ivete.
A intenção era para ver um veiculo seu que lá estava. E, assim que chegou no local, de surpresa sofreu o furioso ataque de um cão da raça Pit Bull.
A partir daí, não sabe contar o que de fato aconteceu e nem de que forma foi salvo das garras e das violentas mordidas do animal.
“Sei pouco descrever o ocorrido, pois pela perda de sangue, acredito ter perdido os sentidos. Acredito que o cão pulou por cima do capô do meu carro, quando fui desembarcar e me derrubou no chão. Eu me lembro de que com as pernas, e no chão, eu consegui jogá-lo por cima de mim, e aí ele me rasgou toda a boca, e do ataque nada mais lembro”.
Assim relata Pedrinho, recorda de recuperado momentaneamente o sentido no trajedo, em frente do cemitério de Mafra, dentro de uma camionete, quando estava socorrido e foi levado para UPA de Mafra.
Depois de chegar lá, lembra de ter visto funcionários “meio batendo cabeça” (tipo apavorados), até que surge o médico, Dr. Bruno. que toma tento do caso e então o leva imediatamente para uma sala de suturas.
“Não sei quanto tempo foi ali”, diz Pedrinho, que a essa altura tenta respirar mais aliviado. Pelo menos, a forte hemorragia haia sido estancada. No entanto, não conseguia imaginar ainda as dimensões do estrago provocado pelo animal.
“O médico que me atendeu, posteriormente me perguntou se eu fazia ideia de como havia chegado até a UPA(?)”.
Depois, foi informado que os procedimentos médicos haviam resultado em 32 pontos nos lábios, 18 pontos na língua, além de pontos no queixo e 05 no nariz. E que também foi arrancado um dente.
Sobre isso, relata que até o presente momento não foi avaliado por um dentista, para ver o real estrago, danos odontológicos.
No dia seguinte, 29/02, Pedrinho teve que ser hospitalizado, após ter contatado um médico particular, pelo fato de nada poder engolir e não suportar as dores fortes, decorrentes das mordidas do cão.
Disse que no dia seguinte, sábado, começou a ingerir liquidos via canudinho, e como havia controlado a dor, recebeu alta médica.
Agora, está se adaptando a uma rotina de estágio de recuperação. Ainda tem dificuldades para falar, normal e continuamente. Acredita que se tudo correr bem, até o dia 10/03 permanece na dieta liquida, depois mais 2 semanas na dieta pastosa, forma indica para alimentação nesse estágio.
A partir daí, deve procurar um dentista para avaliar quais os prejuízos no sistema dentário, e o que deve ou poderá ser feito.

Imagem 3 dias depois do ataque: arquivo pessoal/corte JI
Sobre o ataque

Sobre o ataque, Pedrinho disse que é Importante ressaltar que o dono do cachorro não se eximiu, pois o levou ao socorro, e prontificou-se a custear remédios, e outros gastos.
“Mas eu penso isso ser irrelevante. Estou muito feliz por ter saido desta vivo!”, desabafa, agradecendo sido livrado das garras do animal, embora sem saber ainda como foi.
Outra pessoa, talvez, poderia não ter e mesma a sorte.
Pelas marcas deixadas em seu rosto, e principalmente nas partes internas da boca, fica bem evidenciado que o cão, seguindo seu instinto, poderia ter cravado uma dentata mortal, por questão de segundos, atingindo profundamente a garganta da vítima, indefesa.
Pedrinho comenta que cães da raça Pit Bull são animais intempestivos, e que também podem ser muito dóceis. Mas, a qualquer momento, assim como cães de outras raças, podem atacar e este ataque pode ser fatal, principalmente levando em conta o porte físico e o potencial agressivo desse tipo de animal.

Imagem dia 06/03: arquivo pessoal/corte JI
Medidas preventivas

Sendo assim, Pedrinho espera que o episódio sirva de alerta para toda a população, como forma de cuidados pessoais, e para que sejam adotadas medidas preventivas, pensando que qualquer um poderá ser a próxima vítima, amanhã ou depois.
Entre outras medidas, sugere que deveria se exigir um controle sobre estes animais, quiçá a sua proibição. Observa que o Chau-Chau é outra raça com esse tipo comportamento.
Então, como primeiro passo, entende ser legítimo e necessário informar a Vigilância Sanitária e Epidemiológica sobre endereços destes animais, em cada ponto da cidade, em cada bairro e em cada rua. E, no cadastro, deve ser indicado seus respectivos donos (chamados de tutores) para que seja lhes apresentado para sua responsabilidade, frente a ataques como este.
Também há muitos casos registrados em que esses animais, de maior porte e mais agressivos, atacam outros cães, menores e indefesos, cabendo aí a responsabilização de seus tutores.
Informar todas as casas que possuem estes animais, com algum tipo de identificação, para que as pessoas fiquem em alerta, até quando transitar nas calçadas.
Há situações em que os cães podem atacar mesmo de dentro do pátio, pelo vão da grade ou do portão.
Na sua opinião, essa atitude acabará por criar um movimento, que forçará a municipalidade (Poder Público) a tomar medidas mais rigorosas a respeito dessa situação, em defesa coletiva.
ARLINDO COSTA
11/03/2024
Art. 3º Ficam vedadas a circulação e a permanência de cães da raça Pit Bull em logradouros públicos, precipuamente, locais em que haja concentração de pessoas, tais como ruas, praças, jardins e parques públicos, e nas proximidades de hospitais, ambulatórios e unidades de ensino público e particular. Parágrafo único.